O que você vai ver neste post:
- O que é apuração de impostos e qual a diferença entre cálculo e recolhimento;
- Como fazer apuração de impostos corretamente em cada regime tributário;
- Como simplificar o processo com um ERP financeiro em nuvem como a Conta Azul.
A apuração de impostos é o processo técnico de calcular e definir o montante de tributos que uma empresa deve recolher ao fisco, baseando-se em suas receitas, despesas e documentos fiscais emitidos.
Esse procedimento varia conforme o regime tributário adotado e exige a aplicação rigorosa das regras legais vigentes para garantir que o valor pago esteja em conformidade com a legislação.
A seguir, você vai descobrir como uma boa gestão financeira empresarial é a base para esse processo e como evitar o pagamento de impostos a mais:
- O que é apuração de impostos;
- Qual a importância da correta apuração dos tributos;
- Quais impostos devem ser apurados pelas empresas;
- Como fazer apuração de impostos corretamente;
- Como funciona a apuração em cada regime tributário;
- Tabela comparativa dos regimes de apuração de impostos;
- Principais prazos do calendário fiscal;
- Quais os erros comuns na apuração que geram autuação e como evitá-los;
- Quais são as vantagens da automação na apuração fiscal;
- Simplifique a gestão tributária da sua empresa com a Conta Azul.
O que é apuração de impostos?

A apuração tributária consiste no levantamento contábil para identificar a base de cálculo e aplicar a alíquota correspondente sobre a atividade econômica da empresa.
É fundamental diferenciar a apuração, que é o cálculo do valor devido, do recolhimento de impostos, que se refere ao ato efetivo de pagar as guias (como DAS, DARF ou GPS) ao governo.
Qual a importância da correta apuração dos tributos?
A correta apuração dos tributos é fundamental para manter a empresa regular perante o Fisco e preservar sua estabilidade financeira. Quando feita de forma precisa, ela:
- Evita multas, juros e autuações fiscais;
- Garante conformidade com a legislação vigente;
- Permite prever o impacto dos impostos no lucro;
- Sustenta decisões estratégicas com base em dados reais.
Por isso, um erro no cálculo pode comprometer o caixa e afetar diretamente a operação do negócio.
Quais impostos devem ser apurados pelas empresas?
Os tributos variam conforme atividade, porte e regime tributário. Eles se dividem em impostos diretos, que incidem sobre renda ou lucro, e impostos indiretos, que recaem sobre faturamento, consumo ou circulação de mercadorias e serviços.
A seguir, veja os principais tributos envolvidos na apuração dos tributos das empresas.
Impostos Federais
- IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica): incide sobre o lucro da empresa. No Lucro Real, calcula-se sobre o lucro líquido ajustado. No Lucro Presumido, aplica-se percentual de presunção sobre a receita bruta;
- CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido): destinada ao financiamento da seguridade social. A base de cálculo acompanha o modelo do IRPJ, variando conforme o regime;
- PIS (Programa de Integração Social): incide sobre o faturamento mensal. Pode ser cumulativo (alíquota menor, sem créditos) ou não cumulativo (alíquota maior, com direito a créditos);
- COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social): assim como o PIS, incide sobre a receita bruta e pode permitir aproveitamento de créditos no regime não cumulativo;
- IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): aplica-se a indústrias e equiparadas. Incide sobre produtos industrializados na saída do estabelecimento ou na importação.
Impostos Estaduais
- ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): incide sobre venda de mercadorias, transporte e serviços de comunicação. A alíquota varia conforme o estado e o produto;
- ICMS-ST (Substituição Tributária): o imposto é recolhido antecipadamente por um único contribuinte da cadeia, geralmente o fabricante ou importador, simplificando a fiscalização;
- Difal (Diferencial de Alíquota): aplicável em operações interestaduais para consumidor final, equilibrando a arrecadação entre o estado de origem e o de destino;
- ITCMD: incide sobre a transmissão de bens ou doações, sendo relevante em processos de sucessão empresarial ou transferência de cotas sociais.
Impostos Municipais
- ISS (Imposto Sobre Serviços): incide sobre a prestação de serviços previstos na Lei Complementar 116/2003. A alíquota varia entre 2% e 5%, conforme o município;
- Taxa de Licença e Funcionamento: cobrança municipal para autorizar e manter a regularidade da atividade empresarial no endereço informado;
- Taxa de Fiscalização: pode ser exigida conforme o ramo de atividade e as regras municipais;
- IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano): incide sobre a propriedade de imóveis urbanos, inclusive quando utilizados como sede ou galpão da empresa. Embora não faça parte da apuração operacional mensal, deve ser considerado.
Encargos Trabalhistas e Previdenciários
- INSS patronal: contribuição previdenciária da empresa, geralmente equivalente a 20% sobre a folha de pagamento, destinada à Previdência Social (podendo variar conforme regime e desoneração);
- FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço): depósito mensal de 8% sobre a remuneração do colaborador;
- IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte): imposto descontado do salário, pró-labore ou pagamentos a terceiros, conforme tabela vigente;
- Contribuições ao Sistema S: percentuais destinados a entidades como SENAI, SESC e SEBRAE, conforme o setor da empresa;
- RAT (Riscos Ambientais do Trabalho): ajustado pelo Fator Acidentário de Prevenção (FAP), seu custo oscila conforme o histórico de segurança e acidentes da empresa.
Como fazer a apuração de impostos corretamente?
Fazer a apuração de impostos de forma eficiente exige organização, controle e atualização constante. O processo envolve cálculo preciso, conferência de dados e cumprimento de prazos legais.
Veja um passo a passo prático:
- Centralize os documentos fiscais: organize notas fiscais, recibos, extratos e relatórios contábeis em um único ambiente. Informações dispersas aumentam o risco de erro na base de cálculo tributária;
- Valide receitas e despesas: confirme se todas as entradas e saídas estão registradas corretamente. A omissão ou duplicidade impacta diretamente o cálculo de tributos;
- Verifique o enquadramento tributário: confirme se o regime escolhido está adequado ao faturamento e à atividade da empresa. Uma escolha incorreta pode elevar a carga tributária desnecessariamente;
- Aplique as alíquotas corretas: utilize as tabelas vigentes e respeite regras específicas do seu regime. Esse cuidado evita divergências com o Fisco;
- Automatize cálculos e conferências: um ERP financeiro em nuvem reduz falhas humanas e ajuda a monitorar os impostos da NF-e. Isso facilita o fechamento fiscal e melhora a previsibilidade do caixa;
- Realize conferências periódicas: antes do envio das obrigações acessórias, revise os valores apurados. A conferência preventiva reduz riscos de autuação;
- Invista em capacitação técnica: treinamentos frequentes ajudam a equipe a acompanhar mudanças legais e aplicar corretamente as regras tributárias;
- Conte com apoio contábil estratégico: o suporte de um contador é essencial para validar procedimentos e orientar decisões fiscais mais complexas.
Elimine o trabalho manual e automatize sua apuração fiscal com a Conta Azul.
Como funciona a apuração em cada regime tributário?
A forma de calcular tributos varia conforme o regime escolhido pela empresa. Enquanto o Simples Nacional concentra impostos em uma única guia, o Lucro Presumido e o Lucro Real exigem cálculos separados e maior controle contábil.
Como apurar impostos no Simples Nacional?
A tributação no Simples Nacional consolida tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia (DAS).
A fórmula da alíquota efetiva é:
Alíquota efetiva = (RBT12 × alíquota nominal – parcela a deduzir) ÷ RBT12
Exemplo: uma empresa de comércio com Receita Bruta acumulada nos últimos 12 meses (RBT12) de R$180.000, enquadrada na 1ª faixa do Anexo I (alíquota nominal de 4% e sem parcela a deduzir).
Alíquota efetiva = 4%. Se o faturamento do mês foi R$ 20.000, o imposto devido será de = R$ 20.000 × 4% = R$ 800.
Como fazer a apuração de impostos no Lucro Presumido?
No Lucro Presumido, o imposto é calculado com base em um percentual fixo de presunção aplicado sobre a receita bruta.
Percentuais mais comuns:
- Comércio: 8% de presunção para IRPJ;
- Serviços em geral: 32% de presunção para IRPJ.
Em uma empresa de comércio com faturamento trimestral de R$300.000, o cálculo no Lucro Presumido começa aplicando o percentual de presunção de 8% sobre a receita bruta.
Isso significa que a base considerada para o IRPJ será de R$24.000. Sobre esse valor, aplica-se a alíquota de 15%, resultando em R$3.600 de IRPJ no trimestre.
Já a CSLL segue a mesma lógica de presunção, mas com percentual que pode variar (normalmente 12% para comércio e 32% para serviços) antes da aplicação da alíquota correspondente.
Como apurar impostos de empresas no Lucro Real?
No Lucro Real, o cálculo é feito com base no lucro líquido contábil ajustado, ou seja:
Receita total – despesas operacionais dedutíveis = lucro real
Aqui, aplica-se o princípio da não cumulatividade para PIS e COFINS, permitindo desconto de créditos sobre determinadas despesas.
Imagine uma empresa que teve receita de R$500.000 no período e despesas dedutíveis de R$420.000. O lucro real será de R$80.000. Sobre esse valor, aplica-se a alíquota de 15% de IRPJ e 9% de CSLL, calculados diretamente sobre o lucro apurado.
Tabela comparativa dos regimes de apuração de impostos
Para te ajudar a visualizar as diferenças práticas e escolher o modelo mais vantajoso para o seu negócio, abaixo é possível comparar como cada regime tributário se comporta:
| Regime Tributário | Base de Cálculo | Periodicidade | Complexidade | PIS/COFINS |
| Simples Nacional | Faturamento (receita bruta mensal) | Mensal (guia única DAS) | Baixa (ideal para PMEs) | Unificado no DAS |
| Lucro Presumido | Percentual sobre a receita bruta | Trimestral (IRPJ/CSLL) e mensal (PIS/COFINS) | Média | Cumulativo (sem créditos) |
| Lucro Real | Lucro líquido contábil ajustado | Trimestral ou anual (IRPJ/CSLL) e mensal (PIS/COFINS) | Alta (exige rigor contábil) | Não cumulativo (com créditos) |
Principais prazos do calendário fiscal
Além de calcular corretamente os tributos, é fundamental respeitar os prazos de vencimento definidos pela legislação. Confira as datas de vencimento padrão para os principais tributos:
- DAS (Simples Nacional): pagamento até o dia 20 do mês subsequente ao da apuração;
- PIS/COFINS (Lucro Presumido e Lucro Real): recolhimento até o dia 25 do mês subsequente ao da apuração;
- IRPJ e CSLL (Lucro Presumido e Lucro Real trimestral): vencimento no último dia útil de abril, julho, outubro e janeiro, referentes aos trimestres encerrados imediatamente antes.
Quais os erros comuns na apuração que geram autuação e como evitá-los?
Erros na apuração dos tributos podem comprometer seriamente a saúde do seu negócio. Por isso, identificar falhas recorrentes é o primeiro passo para garantir que o fechamento fiscal ocorra sem sobressaltos e dentro da lei.
A seguir, as falhas mais frequentes e as melhores práticas para neutralizá-las:
1 – Classificação fiscal incorreta
O uso inadequado de códigos fiscais ou o enquadramento errado de produtos e serviços pode resultar em cálculo indevido de tributos.
Para reduzir esse risco, é importante revisar periodicamente o cadastro fiscal e validar se a tributação aplicada corresponde à atividade da empresa.
2 – Erro na base de cálculo tributária
Incluir valores indevidos ou deixar de considerar receitas tributáveis compromete o valor final apurado.
A conferência entre notas fiscais e relatórios financeiros antes do fechamento ajuda a evitar inconsistências.
3 – Aplicação de alíquotas incorretas
Alíquotas desatualizadas ou incompatíveis com o regime tributário geram diferenças no recolhimento.
Manter acompanhamento constante da legislação e revisar as tabelas vigentes é essencial para garantir precisão.
4 – Perda de prazos de obrigações acessórias
Atrasos no envio de declarações ou no pagamento de tributos resultam em multas automáticas e juros.
O uso de um calendário fiscal estruturado, com alertas de vencimento, minimiza esse tipo de falha.
5 – Falta de controle sobre créditos fiscais
Empresas no regime não cumulativo podem deixar de aproveitar créditos permitidos por falta de organização documental.
Registros detalhados das compras e revisão periódica dos lançamentos garantem melhor aproveitamento tributário.
6 – Desalinhamento entre financeiro e contabilidade
Divergências entre os dados internos e as informações enviadas ao Fisco aumentam o risco de inconsistências.
Sistemas integrados que conectam emissão de notas, controle financeiro e conciliação bancária reduzem significativamente esse problema.
Quais são as vantagens da automação na apuração fiscal?
A tecnologia é a maior aliada para eliminar a complexidade da apuração tributária. Ao automatizar processos, a empresa substitui tarefas repetitivas por fluxos inteligentes, garantindo agilidade e segurança.
Mais que isso, o uso de um ERP financeiro em nuvem integra todos os setores, trazendo benefícios diretos para a operação.
Afinal, quando o processo depende apenas de planilhas manuais, o risco de inconsistência aumenta.
É por isso que a Conta Azul foi desenvolvida, para conectar todas as pontas do seu negócio em um ecossistema integrado, garantindo que cada venda realizada alimente automaticamente o seu fechamento fiscal.
Simplifique a gestão tributária da sua empresa com a Conta Azul!
Mais do que calcular impostos, é preciso ter visão clara do impacto tributário no lucro e no fluxo de caixa.
Ao utilizar as ferramentas certas, você consegue visualizar o valor aproximado dos tributos e planejar melhor o crescimento da sua empresa.
Teste agora a Conta Azul gratuitamente e veja na prática como transformar a apuração tributária de uma obrigação complexa em um processo estruturado, previsível e alinhado ao crescimento do seu negócio.
Perguntas frequentes sobre apuração de impostos
O que faz quem apura impostos?
O profissional responsável pela apuração calcula os tributos devidos, confere a base de cálculo, aplica as alíquotas corretas e garante que o recolhimento ocorra dentro do prazo legal. Também acompanha mudanças na legislação e revisa possíveis inconsistências.
Qual a diferença entre apuração e declaração?
A apuração é o processo de calcular o valor do imposto devido. Já a declaração é a obrigação acessória enviada ao Fisco para informar os valores apurados, mesmo quando não há imposto a pagar.
Qual a diferença entre regime de caixa e competência?
No regime de caixa, a tributação considera o momento do recebimento da receita. No regime de competência, o imposto é calculado com base na data da emissão da nota fiscal ou da ocorrência da receita, independentemente do pagamento.
O que acontece em caso de erro na apuração tributária?
Erros podem gerar multas, juros e autuações fiscais. Dependendo do caso, é possível retificar a declaração e regularizar a situação antes de uma fiscalização formal.
O contador é obrigatório para a apuração tributária?
Empresas devem manter escrituração contábil regular, o que normalmente exige acompanhamento de contador habilitado, especialmente nos regimes de Lucro Presumido e Lucro Real. Mesmo no Simples Nacional, o suporte contábil é recomendado para garantir conformidade.
Quais documentos preciso para apurar impostos mensalmente?
São necessários notas fiscais emitidas e recebidas, comprovantes de despesas, extratos bancários, folha de pagamento e relatórios financeiros que sustentem a base de cálculo dos tributos.
Como apurar PIS e COFINS no regime não cumulativo?
Nesse regime, aplica-se a alíquota sobre a receita bruta e é possível descontar créditos relacionados a determinadas despesas e custos permitidos por lei. O valor a pagar corresponde à diferença entre débitos e créditos apurados no período.
Como gerar o PGDAS-D para o Simples Nacional mensalmente?
O PGDAS-D é acessado pelo portal do Simples Nacional. Basta informar a receita bruta do período, conferir os dados apurados pelo sistema e emitir a guia DAS para pagamento até o vencimento.



