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Brasil bate recorde: 2.466 empresas pediram socorro à Justiça em 2025

Equipe Conta Azul Equipe Conta Azul Publicado em: 25/09/2026
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No último ano, o Brasil registrou o maior número de recuperações judiciais da história. A conta inclui marcas conhecidas do consumidor, e o motivo por trás da onda é o mesmo em quase todos os casos.

O Brasil fechou 2025 com 2.466 CNPJs envolvidos em processos de recuperação judicial, alta de 13% sobre 2024 e o maior volume já registrado.

O movimento seguiu forte em 2026. Casas Bahia, Habib’s, Tok&Stok e Marabraz pediram recuperação judicial ao longo do ano, e a Justiça decretou a falência da Oi.

Em agosto, o Grupo Casas Bahia pediu para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas, depois de um prejuízo de R$ 10,1 bilhões só no segundo trimestre. A rede já fechou 298 lojas.

O Habib’s declarou dívida de R$ 265,2 milhões, a Marabraz pediu recuperação com R$ 140 milhões em dívidas, e o Grupo Toky, dono de Tok&Stok e Mobly, entrou com passivo de R$ 1,12 bilhão.

O fator em comum entre esses casos é o custo do crédito. O Banco Central elevou a Selic a 15% ao ano em junho de 2025, o mais alto em quase 20 anos, e manteve o patamar até janeiro de 2026. Os cortes só começaram em março, e a taxa está em 13,75% atualmente.

Com o crédito caro por tanto tempo, empresas que cresceram endividadas passaram a usar boa parte do caixa só para pagar juros, o que reduziu a margem para investir ou negociar com fornecedores.

A diferença é que uma rede grande consegue sentar com bancos e credores para renegociar bilhões. Já as micro e pequenas empresas, que respondem por quase 80% dos pedidos de recuperação judicial no país, costumam ter muito menos margem de manobra.

A Reforma Tributária também exige atenção nesse momento. As empresas já precisam se adaptar às regras de IBS e CBS nas notas fiscais, mas a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS adiaram a rejeição automática dos documentos com esses campos incompletos, para não travar o faturamento durante a fase de transição.

Nesse cenário, o que separa quem atravessa a crise de quem fecha as portas costuma ser o mesmo: saber exatamente quanto sobra no caixa e não misturar as contas pessoais com as do negócio.

É esse ponto que o novo episódio do Conta Aí, quadro do canal da Conta Azul no YouTube, aprofunda. Assista ao vídeo completo:

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