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Código de barras: o que é, tipos e como gerar para seus produtos

Equipe Conta Azul Equipe Conta Azul Publicado em: 22/07/2026
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O que você vai ver neste post:

  • O que é código de barras e como funciona a leitura óptica;
  • Os principais tipos e como escolher o mais adequado para cada situação;
  • Como gerar códigos para os produtos da sua empresa, inclusive com apoio de um ERP.
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Código de barras é a representação gráfica de dados numéricos ou alfanuméricos por meio de barras e espaços de diferentes larguras, lidos por scanners ópticos (usado para identificar e rastrear produtos, documentos e embalagens). 

Presente no varejo, na logística e nos campos obrigatórios da NF-e, ele é um recurso fundamental para empreendedores que querem vender com organização e regularidade fiscal. Neste conteúdo, você vai entender como ele funciona, conhecer os principais tipos e aprender como gerar o seu para os produtos da sua empresa. Confira:

Como funciona o código de barras?

O código de barras funciona por meio da leitura óptica de barras escuras e espaços claros. As barras absorvem a luz do scanner, enquanto os espaços refletem essa luz. O leitor interpreta a alternância de larguras e transforma o padrão em números ou letras.

Depois da leitura, o código é enviado ao sistema usado pela empresa. Em uma venda, por exemplo, o ERP identifica o produto, busca o cadastro, registra a movimentação e pode atualizar o estoque automaticamente.

Existem diferentes simbologias, ou seja, padrões de codificação. Cada uma foi criada para um tipo de uso, como varejo, controle logístico, rastreabilidade de lote, identificação interna ou leitura por celular.

Exemplos de códigos de barras ITF-14

Exemplos de códigos de barras ITF-14. Código de Barras Brasil.

Principais tipos de código de barras

Antes de escolher um código de barras, vale entender onde ele será usado na operação. Um produto exposto no varejo, uma caixa no estoque, uma etiqueta interna e um QR Code em uma embalagem não carregam a mesma função.

Para produtos vendidos ao consumidor final no Brasil e cadastro em marketplaces, o EAN-13 é o padrão mais comum. 

A seguir, confira os principais tipos e quando cada código costuma ser aplicado.

TipoFormatoUso mais comumQuando usar
EAN-13 Linear, 13 dígitosProdutos vendidos no varejoPara vender em lojas, marketplaces e emitir NF-e com GTIN válido
EAN-8 Linear, 8 dígitosEmbalagens pequenasQuando o EAN-13 não cabe na embalagem
UPC-A Linear, 12 dígitosMercado dos EUA e CanadáPara produtos voltados ao mercado norte-americano
ITF-14, também chamado DUN-14 Linear, 14 dígitos Caixas, fardos e embalagens logísticasPara identificar agrupamentos de produtos
GS1-128 Linear com dados adicionaisLogística, lote, validade e rastreabilidadeQuando é preciso carregar mais informações além do GTIN
QR Code 2D, matriz de pontosLinks, cardápios, pagamentos e informações digitaisPara direcionar o usuário a uma página ou dado online
Data Matrix 2D, alta densidadeSaúde, indústria e rastreabilidadePara produtos pequenos ou que precisam carregar muitos dados
Code 39Linear, alfanuméricoControle interno, etiquetas patrimoniais e almoxarifadoPara identificar produtos, documentos e itens de uso interno com simplicidade
Code 128Linear, alfanumérico de alta densidadeEstoque, logística, transporte e identificação internaQuando é necessário armazenar mais caracteres em menos espaço, com leitura eficiente

Como o código de barras auxilia no controle de estoque?

A leitura do código de barras automatiza as entradas e saídas de estoque, eliminando a necessidade de digitação manual em cada operação. 

Ao receber uma mercadoria, o operador lê o código com o scanner e o ERP registra a entrada automaticamente. Ao realizar uma venda, a leitura no ponto de venda baixa o produto do estoque em tempo real.

Essa automação reduz erros de digitação, evita cadastros duplicados e mantém os saldos mais próximos da operação real. Em vez de procurar o produto manualmente, o time usa o leitor como uma chave de identificação rápida.

Pessoa colando etiqueta com código de barras em uma caixa de papelão, com as mãos posicionando a etiqueta de envio para identificação e rastreamento do pacote.

Como gerar um código de barras para seus produtos?

Existem três caminhos principais para gerar códigos de barras: venda externa, controle interno ou emissão de NF-e.

Gerar código de barras via GS1 Brasil

Para vender em marketplaces, grandes varejistas ou emitir NF-e com GTIN válido, o caminho correto é o registro na GS1 Brasil, entidade responsável pela administração dos padrões de código de barras no país.

O processo envolve:

  1. Acessar o site da GS1 Brasil e realizar o cadastro da empresa;
  2. Obter o prefixo de empresa, que identifica globalmente o seu CNPJ;
  3. Compor o EAN-13 para cada SKU, combinando o prefixo com o código do produto e o dígito verificador;
  4. Registrar os códigos gerados na base da GS1 para validação.

Esse é o único caminho que garante unicidade global do código e conformidade com as exigências fiscais da SEFAZ. Para empresas PJ que atuam no varejo ou pretendem vender para grandes redes, o registro na GS1 é indispensável.

Gerar código de barras via geradores online (uso limitado)

Ferramentas como Invertexto, Labeljoy e similares geram imagens de código de barras a partir de qualquer número informado pelo usuário. São gratuitas e de fácil acesso.

No entanto, esses geradores são indicados apenas para controle interno: etiquetagem de estoque, identificação de documentos ou organização de itens em depósito. Eles não devem ser usados como GTIN em NF-es nem em marketplaces.

Isso acontece porque o número gerado pode coincidir com o código de um produto de outro fabricante, gerando conflito na base da SEFAZ e podendo causar rejeição da nota.

Vale lembrar que um código de barras gerado online sem registro na GS1 não tem validade fiscal nem comercial para venda externa.

Gerar código de barras via sistema de gestão (ERP)

Alguns ERPs permitem gerar códigos internos, como Code 39 ou Code 128, para controle de estoque. Esse recurso ajuda a rastrear produtos dentro da empresa sem depender de registro na GS1.

Esse código interno funciona bem para operações próprias, como almoxarifado, separação de pedidos e inventário. Porém, ele não substitui o EAN-13 oficial quando o produto precisa circular em varejistas, marketplaces ou documentos fiscais com GTIN válido.

Código de barras na NF-e 

Na NF-e, o código de barras aparece como GTIN, que é o número usado para identificar produtos comerciais de forma padronizada. 

Esse dado pode ser informado nos campos cEAN, referente ao código do produto vendido, e cEANTrib, referente ao código da unidade tributável. Quando o produto tem GTIN, esses campos devem ser preenchidos corretamente. 

Na prática, o GTIN costuma estar ligado ao código EAN-13. Por isso, antes de emitir a NF-e, é importante conferir se o código cadastrado no sistema corresponde ao produto, à embalagem e à unidade de venda informada na nota.

A Sefaz valida essas informações conforme as regras da Nota Técnica 2021.003, que prevê a conferência dos campos cEAN e cEANTrib com o Cadastro Centralizado de GTIN, também chamado de CCG. Quando há inconsistência, a NF-e pode ser rejeitada, exigindo correção antes da emissão. 

Além do GTIN, outros dados do cadastro fiscal da empresa, como o CNAE, também influenciam a correta emissão da nota.

Para produtos que não têm código de barras, como itens artesanais, produtos próprios sem GTIN ou mercadorias sem identificação comercial padronizada, os campos podem ser preenchidos com “SEM GTIN”, conforme a orientação aplicável. Já produtos que têm código de barras oficial na embalagem devem usar o GTIN correto e não um número criado manualmente. 

Como escolher o melhor leitor de código de barras?

Antes de comprar um leitor, vale responder algumas perguntas sobre a rotina do negócio. A escolha certa depende menos do modelo e mais de como ele vai ser usado no dia a dia.

Para uma loja com balcão fixo, um leitor USB pode atender bem. Para depósito, expedição ou gôndolas, modelos sem fio oferecem mais mobilidade. Veja as principais opções do mercado:

  • Leitor por cabo (USB): mais acessível, indicado para balcão de loja ou depósito fixo com ponto de venda estacionário;
  • Leitor sem fio (Bluetooth): oferece mobilidade para operações em armazém, gôndola ou recepção de mercadorias;
  • Leitor 2D: lê QR Code e Data Matrix, além de códigos lineares. Indicado para e-commerces e negócios com alta variedade de formatos;
  • Smartphone com aplicativo: alternativa de baixo custo para negócios menores, com menor velocidade de leitura e maior variação de precisão.

Independentemente do modelo escolhido, é importante verificar a compatibilidade do leitor com o sistema de gestão utilizado. A leitura só gera valor quando está integrada ao ERP e alimenta os cadastros de produtos, estoque e vendas de forma automática.

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O código de barras identifica o produto, mas é o sistema por trás da leitura que transforma esse dado em informação útil para o negócio.

Quando a bipagem está integrada ao seu software de gestão, cada leitura alimenta o histórico de vendas, atualiza o saldo em estoque e registra a receita no fluxo de caixa, sem digitação manual, sem retrabalho e sem perda de informação entre uma etapa e outra. 

O empreendedor passa, assim, a enxergar não só o que vendeu, mas quanto tem disponível, o que precisa repor e como cada produto se comporta ao longo do tempo.

É justamente essa conexão entre produto, estoque, nota fiscal e financeiro que a Conta Azul Pro ajuda a construir. 

Ao conectar o cadastro de produtos com código de barras, a emissão de NF-e, o controle de estoque e a gestão financeira em um único fluxo, permite que cada venda gere informação confiável para a operação e para a tomada de decisão diária do empreendedor. 

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Perguntas frequentes sobre código de barras

Qual a diferença entre código de barras e QR Code?

O código de barras tradicional costuma ser linear, formado por barras e espaços lidos em uma direção. O QR Code é um tipo de código 2D, capaz de armazenar mais dados e ser lido por celulares, normalmente para abrir links, pagamentos ou informações digitais. 

Por que o código de barras começa com 789?

O prefixo 789, assim como 790, indica que o código foi registrado pela GS1 Brasil, mas não significa que o produto foi fabricado no Brasil. Um item importado pode ter prefixo brasileiro se o responsável pelo registro estiver associado à GS1 Brasil. 

Como achar algo pelo código de barras?

Para achar algo pelo código de barras, consulte o número GTIN em uma base confiável, como a consulta de dados da GS1 Brasil, ou use o cadastro interno do seu ERP. A GS1 orienta consultar o número completo para conferir informações como produto, marca, fabricante e categoria.

Posso usar o mesmo código de barras para produtos diferentes?

Não. Cada produto, variação relevante ou SKU deve ter seu próprio código quando precisa ser identificado separadamente. A GS1 define o GTIN como um identificador único para itens comerciais, usado para diferenciar produtos vendidos, pedidos ou faturados. 

O código de barras é obrigatório na embalagem?

Nem todo produto precisa ter código de barras na embalagem. Porém, se a empresa deseja vender em varejistas, marketplaces ou emitir documentos fiscais com GTIN para produtos que já têm código oficial, o cadastro correto passa a ser necessário para evitar rejeições e inconsistências. 

Posso inventar um número de código de barras para vender na internet?

Não é recomendado inventar um número para vender na internet. Canais de venda podem exigir códigos oficiais da GS1, e números criados sem controle podem gerar duplicidade, bloqueio de cadastro ou problemas fiscais. Para venda externa, use GTIN oficial; para controle interno, use códigos próprios apenas dentro do seu ERP. 

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