O que você vai ver neste post:
- O que é o CFOP e como ele se diferencia de outros códigos fiscais, como o NCM;
- Como a tabela é organizada entre códigos de entrada e de saída, com exemplos práticos;
- Como consultar o código correto para a sua operação e evitar erros na nota fiscal.
A tabela CFOP reúne os códigos usados para identificar fiscalmente as movimentações registradas em uma nota fiscal.
Entender essa classificação ajuda a preencher o documento corretamente e manter as informações fiscais da operação coerentes. A seguir, confira:
- O que é CFOP;
- Como é formado o código CFOP;
- O que é o CFOP na nota fiscal;
- Estrutura da tabela CFOP: entrada e saída;
- Tabela CFOP completa: consulte os principais códigos;
- Por que a tabela CFOP é importante;
- Como usar a tabela CFOP na prática;
- Exemplos práticos de aplicação do CFOP;
- Como descobrir o CFOP correto para minha operação;
- Qual CFOP o MEI deve usar;
- Vantagens de preencher o CFOP automaticamente em um sistema de gestão;
O que é CFOP?
O CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações) é um código numérico de quatro dígitos usado para identificar a natureza fiscal de operações com mercadorias e determinadas prestações de serviços. Ele indica, por exemplo, se a movimentação é uma compra, uma venda, uma devolução ou uma transferência.
É importante não confundir o código CFOP com o NCM: enquanto o NCM classifica o produto em si (o que está sendo movimentado), o CFOP classifica a operação (o motivo pelo qual aquele produto está circulando). Os dois códigos aparecem juntos na nota fiscal, mas cumprem funções diferentes.
Como é formado o código CFOP?
O código de natureza da operação fiscal segue uma lógica de numeração que começa pelo primeiro dígito, responsável por indicar o tipo e a direção da operação. Na prática, a lógica básica é:
| Primeiro dígito | O que indica |
| 1 | Entrada ou aquisição com remetente no mesmo estado |
| 2 | Entrada ou aquisição proveniente de outro estado |
| 3 | Entrada ou aquisição proveniente do exterior |
| 5 | Saída ou prestação para destinatário no mesmo estado |
| 6 | Saída ou prestação para destinatário de outro estado |
| 7 | Saída ou prestação destinada ao exterior |
Por isso, uma venda pode mudar de 5.xxx para 6.xxx apenas porque o destinatário está em outra Unidade da Federação. Mas o primeiro dígito não basta para escolher o código: finalidade da mercadoria, origem, tributação e características da operação também precisam ser analisadas.
O que é o CFOP na nota fiscal?
O CFOP é um campo de preenchimento obrigatório na Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e na Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e). Ele aparece vinculado a cada item da nota e ajuda a identificar fiscalmente a natureza daquela operação.
Quando o código não corresponde à operação realizada, a nota pode ser rejeitada pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) ou, se for aceita, gerar uma classificação fiscal da operação incorreta nos sistemas de apuração.

Estrutura da tabela CFOP: entrada e saída
A tabela CFOP separa os códigos conforme a movimentação represente uma entrada ou uma saída para o estabelecimento. A partir dessa divisão, cada código detalha o tipo de operação realizada.
CFOP de entrada: quando usar
Um CFOP de entrada aparece em situações como compra de mercadoria, aquisição para uso interno ou devolução de uma venda. O código também muda conforme o fornecedor esteja no mesmo estado ou em outra UF.
Alguns exemplos:
- 1.102: compra para comercialização de fornecedor localizado no mesmo estado;
- 2.556: compra de material para uso ou consumo vindo de outro estado;
- 1.202: devolução de uma venda de mercadoria adquirida de terceiros, em operação interna.
Esse registro também se relaciona à rotina de organizar corretamente as mercadorias que entram no negócio por meio da nota fiscal de entrada.
CFOP de saída: quando usar
Os códigos de saída aparecem em vendas, devoluções de compras, transferências e outras movimentações em que o bem deixa o estabelecimento.
Por exemplo:
- 5.101: venda interna de produto produzido pelo próprio estabelecimento;
- 6.102: venda de mercadoria adquirida de terceiros para outro estado;
- 5.202: devolução, dentro do estado, de mercadoria que havia sido comprada para comercialização.
Em uma operação comum de revenda, vale aprofundar como o código muda quando uma mercadoria comprada de terceiros é vendida dentro do estado.
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Tabela CFOP completa: consulte os principais códigos
A tabela completa de códigos fiscais de mercadorias reúne centenas de combinações possíveis. Veja abaixo os códigos mais usados no dia a dia:
| CFOP | Tipo de operação | Quando é usado |
| 1.102 | Entrada interna | Compra de mercadoria para comercialização dentro do estado |
| 2.102 | Entrada interestadual | Compra de mercadoria para comercialização vinda de outro estado |
| 1.202 | Entrada interna | Devolução de venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros |
| 2.202 | Entrada interestadual | Devolução de venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, vinda de outro estado |
| 1.556 | Entrada interna | Compra de material para uso ou consumo dentro do estado |
| 2.556 | Entrada interestadual | Compra de material para uso ou consumo vindo de outro estado |
| 5.102 | Saída interna | Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros dentro do estado |
| 6.102 | Saída interestadual | Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros para outro estado |
| 5.202 | Saída interna | Devolução de compra de mercadoria destinada à comercialização |
| 5.405 | Saída interna | Venda de mercadoria de terceiros sujeita à substituição tributária, quando a empresa atua como contribuinte substituído |
A lista oficial e completa está disponível na tabela CFOP do Confaz.
Para operações com ICMS-ST, vale entender também como o imposto pode ter sido recolhido anteriormente por outro participante da cadeia na Substituição Tributária.
Por que a tabela CFOP é importante?
O código fiscal da operação conversa com outras informações da nota, como NCM e tributação. Usar um CFOP incompatível com a movimentação pode criar divergências entre o documento fiscal, a escrituração e a apuração dos tributos.
Entre os principais impactos estão:
- inconsistência fiscal: a nota pode indicar uma operação diferente daquela que realmente ocorreu;
- apuração incorreta: dependendo do erro, a classificação inadequada pode interferir no tratamento tributário da operação;
- retrabalho: pode ser necessário revisar documentos e registros fiscais;
- risco fiscal: inconsistências podem ser identificadas em cruzamentos eletrônicos e exigir esclarecimentos ou regularização.
CFOP também não substitui outros códigos tributários. Enquanto ele explica a operação, a forma como o ICMS é enquadrado aparece em classificações como CST ou CSOSN.
Se o erro só for percebido depois da autorização da NF-e, é importante avaliar o que pode ou não ser alterado. A Carta de Correção Eletrônica possui limites e não pode modificar dados que alterem variáveis determinantes do imposto. Veja quais informações podem ser regularizadas por uma carta de correção da nota fiscal eletrônica.
Como usar a tabela CFOP na prática?
Na hora de emitir a nota, vale seguir uma ordem de conferência para chegar ao CFOP compatível com a movimentação:
- Identifique a movimentação: confirme se é compra, venda, devolução, transferência, remessa ou outra operação;
- Verifique a direção: determine se a mercadoria está entrando ou saindo do estabelecimento;
- Confira a localização: veja se remetente e destinatário estão no mesmo estado, em estados diferentes ou no exterior;
- Analise a finalidade: diferencie revenda, industrialização, uso e consumo, ativo imobilizado e outras destinações;
- Confira a tributação: avalie situações específicas, como substituição tributária, junto aos demais dados fiscais do produto;
- Valide antes de emitir: revise o CFOP com o contador ou com as regras fiscais configuradas no seu sistema.
| Atenção: a tabela serve como orientação geral. O CFOP correto depende da operação concreta, da mercadoria, das UFs envolvidas e de regras fiscais específicas. Em caso de dúvida, valide o enquadramento com o contador. |
Exemplos práticos de aplicação do CFOP
Para sair da teoria, vale observar como o CFOP é definido em operações comuns de compra, venda e devolução.
- Venda para outro estado: uma loja localizada em Minas Gerais comprou determinado produto pronto de um fornecedor para revendê-lo e fará uma venda para uma empresa em São Paulo. Em uma operação interestadual comum de revenda, o grupo começa com 6 e o CFOP pode ser 6.102, observadas as demais características fiscais;
- Devolução de mercadoria: uma empresa recebe de volta uma mercadoria que havia vendido dentro do próprio estado. Se o item era adquirido de terceiros e a operação se enquadra nas condições gerais da tabela, a entrada da devolução pode ser registrada com 1.202;
- Compra para uso interno: um escritório compra, dentro do próprio estado, materiais que serão consumidos na rotina da empresa e não revendidos. Nesse cenário, o CFOP 1.556 é destinado à compra de material para uso ou consumo.
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Como descobrir o CFOP correto para minha operação?
Mesmo conhecendo a lógica da tabela, algumas operações exigem uma conferência mais cuidadosa. Antes de emitir a nota, verifique:
- Qual é a finalidade da movimentação? Venda, compra, devolução, transferência ou outra operação;
- Qual é o destino dado ao item? Revenda, industrialização, uso e consumo ou ativo imobilizado;
- Existe alguma regra fiscal específica? É o caso, por exemplo, de operações com substituição tributária;
- As demais informações da nota estão coerentes? CFOP, NCM, CST ou CSOSN e dados do destinatário precisam representar a mesma operação.
Se ainda houver dúvida entre dois códigos parecidos, evite escolher apenas pela descrição mais próxima. O ideal é validar o enquadramento com o contador antes da emissão da nota.
Para rotinas recorrentes, um ERP com regras fiscais configuradas também ajuda a reduzir a necessidade de procurar manualmente o mesmo código a cada emissão.

Qual CFOP o MEI deve usar?
O MEI não tem um único CFOP para todas as notas. O código muda conforme a operação realizada.
Em uma venda comum de mercadoria comprada para revenda, por exemplo, o MEI pode usar CFOP 5.102 quando o cliente está no mesmo estado e 6.102 quando está em outro estado, desde que a operação realmente se enquadre nesses casos.
Já quem presta serviços normalmente emite NFS-e, que segue outra lógica e não usa CFOP da mesma forma que a NF-e de mercadorias. Por isso, antes de emitir, vale confirmar se o código escolhido corresponde ao tipo de venda e à localização do cliente.
Vantagens de preencher o CFOP automaticamente em um sistema de gestão
Procurar o CFOP na tabela toda vez que uma nota fiscal é emitida pode deixar a rotina mais demorada e aumentar o risco de selecionar um código que não corresponde à operação.
Em um sistema de gestão, regras fiscais previamente configuradas ajudam a preencher o CFOP e outros dados da nota de acordo com o tipo de operação, reduzindo tarefas manuais e facilitando principalmente a emissão de notas que seguem o mesmo padrão no dia a dia.
Na Conta Azul, essas regras podem ser configuradas e reutilizadas nas próximas emissões, sempre com possibilidade de conferência antes de autorizar a NF-e. Assim, o empreendedor ganha agilidade sem deixar de validar as informações fiscais com o contador.
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Perguntas frequentes sobre a tabela CFOP
O que significa o CFOP?
CFOP significa Código Fiscal de Operações e Prestações. É o código usado para identificar a natureza fiscal da movimentação registrada na nota.
Onde consultar a tabela completa do CFOP?
A tabela completa pode ser consultada na legislação do Confaz, que reúne os códigos e as descrições oficiais de cada tipo de operação.
Quais são os tipos de CFOP?
Os CFOPs são divididos entre entradas e saídas e variam conforme origem, destino e tipo da operação. A tributação também deve ser conferida pelo Código de Situação Tributária.
Qual o melhor sistema para preencher o CFOP automaticamente na nota fiscal?
A Conta Azul Pro permite configurar regras fiscais para sugerir o CFOP nas emissões, reduzindo preenchimentos manuais e facilitando a conferência da NF-e. Teste grátis a Conta Azul e veja como simplificar essa rotina.



