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Margem de lucro por setor: quanto sobra, de verdade, em 6 tipos de negócio

Faturar não é ganhar. O Índice “Quanto Sobra?” 2026, da Conta Azul, mostra o que fica na empresa depois de pagar fornecedores, funcionários, impostos e a retirada do dono. São seis tipos de operação comparados lado a lado, com dados públicos do IBGE e da Lei do Simples Nacional.

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Qual é a margem de lucro de cada tipo de negócio no Brasil?

Num negócio de R$ 35 mil por mês, o que sobra depende do tipo de operação. Serviço recorrente fica com 33,8% do faturamento. No varejo de balcão, sobram 13,4%: uma diferença de 2,5 vezes.

O Índice Quanto Sobra? 2026 reúne esses números para seis tipos de negócio, com dados do IBGE e do Simples Nacional, para você comparar com o resultado da sua empresa.

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Este material te ajuda:

  • Descobrir quanto sobra, em média, no seu tipo de negócio depois de pagar todos os custos e a sua retirada;
  • Entender para onde vai o dinheiro da operação: mercadoria, folha, impostos e estrutura;
  • Comparar o resultado da sua empresa com a régua do seu setor e saber onde procurar a diferença;
  • Ver por que faturar mais nem sempre faz sobrar mais, e onde está a alavanca real do resultado.
Conta Azul

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Perguntas Frequentes

Qual é a margem de lucro média por setor no Brasil?

Segundo o Índice “Quanto Sobra?” 2026, da Conta Azul, num negócio que fatura R$ 35 mil por mês, sobra entre 13,4% e 33,8% do faturamento, conforme o tipo de operação. Serviço recorrente fica no topo, com 33,8%. Varejo de balcão fica na ponta de baixo, com 13,4%. O cálculo usa dados públicos do IBGE e as alíquotas do Simples Nacional vigentes em 2026.

Quanto sobra para uma padaria ou um mercadinho?

No varejo de balcão, que inclui padaria, mercadinho, loja de roupas, bar e restaurante, sobram cerca de 13% do faturamento. Uma padaria que fatura R$ 48.200 por mês fica com cerca de R$ 6.400 na empresa depois de pagar mercadoria, equipe, aluguel, impostos e a retirada da dona. É a operação mais apertada do índice, porque carrega o custo da mercadoria e a folha de quem atende no balcão.

O que sobra na empresa é o que o dono ganha?

Não. No índice, a retirada do dono (pró-labore) já entra como custo, assim como o salário de qualquer pessoa da equipe. O que sobra é o resultado da empresa, o dinheiro disponível para investir, criar reserva ou crescer. Por isso o número é mais baixo do que a maioria das pessoas imagina ao ouvir "quanto sobra".

O imposto é o que mais pesa no pequeno negócio?

Não. Num negócio de R$ 35 mil por mês, a guia do Simples Nacional leva de 6,2% a 9,3% do faturamento. O custo de operar, que soma mercadoria, folha, encargos e estrutura, leva de 56,9% a 80,4%. O imposto importa, mas o que mais aperta o resultado é a operação.

Faturar mais aumenta a margem de lucro?

Em geral, não. O índice mostra que o percentual que sobra cai um pouco conforme o faturamento sobe, porque a alíquota do Simples aumenta e os custos crescem junto com a receita. No varejo, a diferença é de 1,1 ponto entre R$ 3 mil e R$ 300 mil por mês. Crescer resolve o volume, não a proporção.

De onde vêm os dados do Índice “Quanto Sobra”?

De duas fontes públicas: as pesquisas anuais do IBGE (PAC, PAS, PIA, PAIC e CEMPRE), com ano-base 2023, para a estrutura de custo, e a Lei Complementar 123/2006 para a tributação. Os números valem para 2026, porque a partir de janeiro de 2027 a CBS passa a compor o DAS.